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Talvez você, leitor amigo, ainda não tenha pensado nisso, mas um país, um estado são apenas linhas destacadas num mapa. Isto é, ninguém mora no estado, ou no país, você, eu, todos enfim moramos mesmo é na cidade.

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Vivemos em meio a pessoas no aglomerado dessas casas, edifícios, repartições públicas, escolas, enfim, uma cidade. É aqui que as pessoas estão, e onde elas estão, estão também os votos.

E o que isto quer dizer?

Simples, quem, dominar a cidade tem chances maiores de dominar o pensamento coletivo e consequentemente transformar isso em votos.

Neste mês de abril, começa de fato a corrida para as eleições municipais. Talvez as mais difíceis que existem, afinal o eleitorado é pequeno, os candidatos são muitos, principalmente para vereador, os votos são repartidos em muitos nomes e conquistar pessoas, pela amizade que elas têm com os eleitores se torna difícil. Amigos variados, se candidatam e cada um deles crê que você votará nele.

Na verdade, é a eleição em que mais se mente, pois muitos pedem e acreditam que seu voto é dele, e, como você só pode votar em um, os outros ficarão na certeza de que foram o escolhido.

Estas eleições de 2024 em especial terá uma característica própria. Estará polarizada tal como foi a eleição para presidência. Dois nomes estarão novamente em pauta: Lula e Bolsonaro.

Sabidamente, quem dominar mais cidades terá mais chances de conduzir a opinião pública para o pleito de presidente e governador dois anos após. Então, a corrida presidencial começa agora.

Polarizações são ruins. Você pode até dizer que os EUA estão sempre polarizados entre Democratas e Republicanos. É verdade, mas lá, a polarização é de ideias e não de pessoas.

Aqui, os partidos não representam muito. Vota-se nas ideias do candidato e não importa o partido onde estejam, o que faz das eleições brasileiras uma questão de preferência pessoal.
Isto muda tudo.

Os candidatos apresentarão seus programas de desenvolvimento municipal, mas o quem contará é que este é do Lula, aquele do Bolsonaro, e como não há outra liderança de expressão, no cenário, nacional, a eleição municipal continuará sendo um prolongamento da eleição à presidência.

Má sorte para todos nós que continuaremos ver em ação os mesmos homens disputando agora as cidades. Como se já não bastasse que o país fosse de um deles e o outro tivesse também quase que a mesma preferência de votos do outro, vamos ter municípios lulistas ou bolsonaristas em atrito constante.
Triste sina. Quando os líderes não criam novas lideranças, os votos são sempre dos mesmos e o ‘mesmismo’ nunca é bom, porque somente com novas cabeças podemos arejar o destino do nosso país.

Sérgio Motti Trombelli
é professor universitário e palestrante cristão.

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