Obras de macrodrenagem paralisadas no Santo Antonio: riscos e incertezas

HomeGuarujá em Foco

Obras de macrodrenagem paralisadas no Santo Antonio: riscos e incertezas

Moradores do bairro Santo Antonio, em Guarujá, relatam riscos graves devido às obras de macrodrenagem paralisadas. Crianças nadam em piscinões perigosos e há aumento de mosquitos, temendo surtos de dengue.

Karina Mingarelli
Da Reportagem

As obras de macrodrenagem no bairro Santo Antonio permanecem paralisadas, gerando preocupação entre os moradores devido aos riscos associados às estruturas inacabadas. A paralisação, decorrente de problemas financeiros do governo anterior, que atrasou pagamentos à empresa Terracom, segue impactando a comunidade.

O atual governo municipal informou que está avaliando formas de regularizar a situação e, a partir de segunda-feira (27), prometeu reforçar as equipes de trabalho no local.

»» Leia também: Guarujá inicia fiscalização sanitária em quiosques e carrinhos de praia

Enquanto isso, os piscinões formados pelas chuvas e pela água acumulada apresentam sérios riscos à população. Moradores relataram à redação que crianças têm sido vistas nadando nessas águas impróprias, repletas de ferragens e detritos, expondo-se ao perigo de acidentes graves ou até mesmo à morte.

Apesar das orientações da Terracom sobre os riscos de utilização dos piscinões, a fiscalização ainda é considerada insuficiente. “Já avisamos os meninos sobre o perigo, mas eles não dão atenção. É preciso fiscalização na obra para impedi-los de entrar no local, ou teremos algo grave ocorrendo aqui, e não por falta de aviso”, disse a moradora Dirce Lourenço.

Uma das moradoras que denunciaram a situação, Katherine Pimentel, chegou a gravar a imprudência. “As crianças sobem nos muros e se jogam na água, não sei como não se machucaram ainda”, disse à reportagem.

 

Além disso, o local tem se tornado um foco de proliferação de mosquitos, aumentando a preocupação com surtos de doenças como dengue, zika e chikungunya. Segundo moradores, a presença de nuvens de mosquitos vem crescendo, tornando a convivência insustentável.

Katherine, que está em tratamento radioterápico, relatou ter registrado a queixa na ouvidoria após alertar agentes de controle de endemias sobre a situação. “Disseram que o carro-fumaça só é enviado quando há casos comprovados de dengue. Parece que esperam o problema piorar para resolver”, desabafou.

Barrigudinhos

Em resposta, a Prefeitura informou que equipes de combate a endemias realizam vistorias periódicas e, na última quinta-feira (23), inspecionaram a área para eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Uma das medidas adotadas é a introdução de pequenos peixes da espécie Poecilia reticulata (barrigudinhos), que se alimentam das larvas do mosquito, nos locais onde a água está acumulada.

Retomada das obras

Quanto à retomada da obra, além do reforço nas equipes, foi solicitado à Terracom que replaneje a rota dos caminhões para minimizar os impactos no entorno. No entanto, não há um prazo definido para a conclusão do projeto, deixando a comunidade em alerta quanto aos riscos iminentes.

COMENTÁRIOS

Abrir bate-papo
Olá 👋
Podemos ajudá-lo?