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Brasil/Mundo

Covid-19 mata 26 vezes mais os não vacinados em São Paulo

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Crédito: NIAD

Estudo da Secretaria de Estado da Saúde analisou os óbitos ocorridos entre dezembro e fevereiro, período de circulação da variante Ômicron

“Minha mãe tinha 68 anos e uma saúde de ferro. Ela acreditava que por ter essa boa saúde não precisaria se vacinar, pois estaria se expondo a uma vacina ainda ’em estudo’, como costumava argumentar. Infelizmente, contraiu covid-19 no início de dezembro (de 2021) e veio a falecer. Foi um fim de ano muito triste para todos nós”, contou Ana Beatriz, filha da costureira Lucia Fontes, morta em decorrência de complicações da covid-19.

D. Lucia é mais um dos casos inseridos no levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, divulgado na última semana, e que aponta que os óbitos por Covid-19 em não vacinados é quase 26 vezes maior que em vacinados em São Paulo. O estudo analisou 8.283 mortes inseridas pelos 645 municípios no sistema Sivep-Gripe entre 5 de dezembro de 2021 e 26 de fevereiro de 2022, ou seja, entre as Semanas Epidemiológicas 49 e 8, período de prevalência e circulação da variante Ômicron.

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Entre estas, 7.942 foram consideradas no levantamento, pois eram as que possuíam preenchimento com relação ao campo de vacinação no sistema oficial.

332 a cada 100 mil

O número de mortes ocorridas no período entre os não vacinados foi de 332 por 100 mil habitantes, contra 13 de quem possuía esquema vacinal completo com duas doses. Os dados também apontaram que os óbitos foram 69% maiores em vacinados com apenas uma dose, ou seja, 22 mortes por 100 mil habitantes, se comparado com os que tem esquema vacinal completo com duas doses.

A análise considerou a população elegível para a vacinação em São Paulo que é cerca de 43,2 milhões de pessoas e, fundamentalmente, as mais de 100 milhões de doses aplicadas durante toda a campanha no estado. Aproximadamente 717 mil pessoas não tomaram nenhuma dose em SP.

“Os dados mostram o impacto dos índices de vacinação no estado de São Paulo, que hoje tem quase 90% da população elegível vacinada com as duas doses. Mesmo com a circulação de uma variante mais transmissível, que é o caso da Ômicron, os números comprovam que São Paulo fez a escolha cerca em apostar na Ciência e na vacinação como as principais medidas de enfrentamento da pandemia de Covid-19”, destaca a coordenadora do PEI (Programa Estadual de Imunização), Regiane de Paula.

Boletim epidemiológico

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